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sábado, 16 de julho de 2011

O Céu


Esta semana foi longa
e espichô minh'ansiedade
o ir e vir da cidade
trôsse dos nervos à flô

Que a gente puxa o dinheiro
aprende, vende, fabrica
cata, direge e isplica
e aquele pôquinho que fica
a gente devolve ao Senhô

E o on'cotô on'covô desta vida
com a muntuera de conta
se ajunta no pobre e aponta
prum lugá da gente se perdê

Mas mesmo com a juntera dos fardos
que a gente carrega nas costa
nos carro, nos burro, nas carroça
que é o jeito da gente vivê

A gente isquece um minuto
olhando pro céu infinito
cheio de nuve, azul, bonito
e a gente não qué mais conflito
mas agora, só qué
agradecê

Ó Céuzão bonito sô!



[Pra se ver com essa música aqui ó:]











[fotos tiradas do quintal de casa]





sábado, 11 de junho de 2011



Hoje eu me perdi na imensidão do céu,
Infinita, assustadora,
E até parece que aqui me sinto eu,
na infinidade do céu,
Imensa, assustadora,
mais que uma perdidez geográfica,
nesse céu azul-ilusão,
Infinito e assustador,
É Qualquer coisa assim, ou não,
perde a vista a pequenez, quão fútil
infinito céu,
Tenho mesmo que ir embora?



domingo, 3 de abril de 2011

Verso Livre



Meu narrador onisciente
me narra em 1ª, 2ª e 3ª pessoa
e sua narrativa constante é tão boa
que perdoa os erros do meu português displicente

Hoje,
meu verso é livre!








sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais uma canção



- Ei, deixa de doce e vem dançar comigo!
a gente sabe muito bem que você não me esqueceu
deixa do silêncio, o seu bico não vai me intimidar,
Você sabe que essa dança é nossa,
deixa disso e vem pra cá...
... Tudo bem,
"Eu me entrego, eu não nego, você é o meu grande amor,
e hoje eu vou te dizer, eu te amo!"


Melhor assim?


Pra ser lido ao som dela


quarta-feira, 9 de março de 2011

No Alarms and no Surprises


Chegou ao quarto como quem pisa em ovos,
fez dele o seu quarto do pânico,
mas não servia só pra se esconder, mas ria dele e com ele,
e riu...
...até que o quarto ecoasse o riso, e o quarto risse dele,
e eles riram juntos
até que doesse a barriga e se chorasse tudo o que podia,
e quando se findou o riso viu melhor, que as paredes eram transparentes,
e os observavam, a ele e ao quarto,
então ele percebeu que o quarto nunca riu, mas aqueles vultos riam dele,
-vejam que estupidez! - Então ele quis rir também, mas não via mais graça,
ele já tinha perdido a moral...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tempestade




A gota d'água que cai da chuva de lágrimas de amor
deixa rastros nas janelas dos corações por onde passa






terça-feira, 6 de abril de 2010

A ponta do mistério

"Tudo é apenas a ponta de um mistério. A única coisa em que não há mistério é a felicidade" - repetiu-se no Teatro de Arena durante a apresentação da peça " As Mil e uma noites".
Será? Será que não há mesmo mistério na felicidade do homem? "Tudo é apenas a ponta de um mistério". Sim. Até aí podemos concordar, pois de tudo podemos extrair perguntas, às quais nem todas podemos responder, Logo, por trás de tudo, de qualquer coisa, pode estar um grande mistério se a gente quiser. De tudo somos capazes de tirar um mistério (ou até mais); e por que não da Felicidade?
Será que a Felicidade é tão simples assim que nós dela não podemos tirar sequer uma perguntinha mais difícil de se responder? Não será a felicidade que sentimos ao nos deitar após um dia agradável tão misteriosa quanto o mau humor com que acordamos sem motivo aparente num outro dia qualquer? Será que a felicidade do nascimento de uma criança não é tão misteriosa quanto o que há de mais misterioso na vida: a morte?
Talvez certos tipos de felicidade sejam até simples demais. "Por que você está feliz?" "Porque meu time ganhou!" Será tão simples assim? Não podemos considerar esta felicidade uma ponta de um mistério? E onde fica então o sentido da palavra "porquê" nisso tudo? Na felicidade ou na tristeza, na dor ou no prazer, seja onde for,basta lembrarmos da palavra "porquê" que estará instaurado o mistério. "Por que estou tão feliz com a vitória do meu time? esta felicidade vem do meu interior para o exterior ou será que vem do exterior para a minha alma? Será ela superficial e passageira ou uma felicidade profunda e inesquecível? Será que a felicidade que eu sinto agora é exatamente a mesma que estas pessoas estão sentido ao meu lado? Será que posso mesmo procurar definições para o meu sentimento de felicidade como estou fazendo agora? Será que há respostas sobre a felicidade em algum lugar? Quantas perguntas não terão sido feitas ao longo dos séculos sobre a felicidade? Mais de Mil e uma; Será?
Será que houve respostas?
Não se sabe. Tudo é apenas a ponta de um mistério...

Será que os mistérios tem pontas?


Gabriel "O Pensador" Contino