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domingo, 21 de agosto de 2011

Um adeus disfarçado


Hoje o céu é uma nuvem só.
Fina chuva. Cinza. E só.
Talvez saudades. Não minhas. Tristeza sim.
Profunda. Poderia ser tanto!
Mas se foi.
E hoje o céu é uma nuvem só.
Talvez pra acomodar tanta festa!

sábado, 16 de julho de 2011

O Céu


Esta semana foi longa
e espichô minh'ansiedade
o ir e vir da cidade
trôsse dos nervos à flô

Que a gente puxa o dinheiro
aprende, vende, fabrica
cata, direge e isplica
e aquele pôquinho que fica
a gente devolve ao Senhô

E o on'cotô on'covô desta vida
com a muntuera de conta
se ajunta no pobre e aponta
prum lugá da gente se perdê

Mas mesmo com a juntera dos fardos
que a gente carrega nas costa
nos carro, nos burro, nas carroça
que é o jeito da gente vivê

A gente isquece um minuto
olhando pro céu infinito
cheio de nuve, azul, bonito
e a gente não qué mais conflito
mas agora, só qué
agradecê

Ó Céuzão bonito sô!



[Pra se ver com essa música aqui ó:]











[fotos tiradas do quintal de casa]





domingo, 3 de abril de 2011

Verso Livre



Meu narrador onisciente
me narra em 1ª, 2ª e 3ª pessoa
e sua narrativa constante é tão boa
que perdoa os erros do meu português displicente

Hoje,
meu verso é livre!








segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tempestade




A gota d'água que cai da chuva de lágrimas de amor
deixa rastros nas janelas dos corações por onde passa






sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Amado

"Louvemos pois as glórias alcançadas
Nas suas grandes jornadas
Nesse mundo de meu Deus
E tudo que expomos nas avenidas
São histórias já vividas
Contadas nos livros seus"


Jorge Leal Amado de Faria - Tenda dos milagres

sábado, 17 de julho de 2010

Às vezes

Às vezes dá vontade de parar de poesia
Acabar com a arrevelia,
Fazer de todos os versos pó

Às vezes dá vontade de esquecer de fantasia
De botar os pés no chão
Nem só de samba viver

Mas só quem tem um coração poeta
Sabe que esse amor que se desperta
Não se apaga facilmente
Nem se desfaz derrepente
E nem sou eu tão displicente
Pra tentar dele me desfazer

E Sabe que uma vez acesa a chama
Não tem volta nem contorno
Nem desvio, nem retorno
É a liberdade de estar preso
E Livre de qualquer peso
É o privilégio de quem ama

É ser poeta