domingo, 3 de abril de 2011

Verso Livre



Meu narrador onisciente
me narra em 1ª, 2ª e 3ª pessoa
e sua narrativa constante é tão boa
que perdoa os erros do meu português displicente

Hoje,
meu verso é livre!








sexta-feira, 11 de março de 2011

Mais uma canção



- Ei, deixa de doce e vem dançar comigo!
a gente sabe muito bem que você não me esqueceu
deixa do silêncio, o seu bico não vai me intimidar,
Você sabe que essa dança é nossa,
deixa disso e vem pra cá...
... Tudo bem,
"Eu me entrego, eu não nego, você é o meu grande amor,
e hoje eu vou te dizer, eu te amo!"


Melhor assim?


Pra ser lido ao som dela


quarta-feira, 9 de março de 2011

No Alarms and no Surprises


Chegou ao quarto como quem pisa em ovos,
fez dele o seu quarto do pânico,
mas não servia só pra se esconder, mas ria dele e com ele,
e riu...
...até que o quarto ecoasse o riso, e o quarto risse dele,
e eles riram juntos
até que doesse a barriga e se chorasse tudo o que podia,
e quando se findou o riso viu melhor, que as paredes eram transparentes,
e os observavam, a ele e ao quarto,
então ele percebeu que o quarto nunca riu, mas aqueles vultos riam dele,
-vejam que estupidez! - Então ele quis rir também, mas não via mais graça,
ele já tinha perdido a moral...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sapato Novo



(...) Bem, como vai você? Levo assim, calado ao lado do que sonhei um dia,
como se a alegria recolhesse a mão, pra não me alcançar,
Poderia até pensar que foi tudo um sonho, ponho o meu sapato novo e vou passear,
sozinho e como der eu vou até a beira, besteira qualquer,
Só levo a vontade morena, é tudo que vale a pena!

bagunçado da poesia original de Marcelo Camelo
"Só levo saudade morena..."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pesares Culpados Regados à Negligência




E foi difícil ter que te entregar àquele lugar,
Como é que hoje se diz?
E eu sei que parece o que não se diz,
mas, no seu caso é o tempo passar...
Quem fala é o doutor!





terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Biografia

Ele queria ser astronauta. Ela já sabia soletrar.
Ele asstia pica-pau todo dia. Ela aprendeu a tocar violão.
Ele reprovou na sétima série. Ela arranjou um namorado.
Ele não sabia o que fazer da vida. Ela era caloura de medicina.
Ele foi tomar seu primeiro porre. Ela descobriu o amor.
Ele arranjou um emprego entregando água e gás. Ela dançou no seu baile de formatura.
Ele foi demitido. Ela se desiludiu.
Ele quis trabalhar num consultório médico. Ela também.
Ele quis puxar conversa com ela. Ela queria um namorado.
Ele comprou uma pipoca gigante. Ela não prestou atenção no filme.(Ele também não)
Ele trabalhou de office-boy. Ela o mostrou música clássica.
Ele esqueceu o aniversário de namoro. Ela odiava aquele cavanhaque.
Ele quis tentar continuar. Ela decidiu dar um tempo.
Ele a comprou um buquê de rosas. Ela quis partir pra outra.
Ele chorou por meses a fio. Ela mudou pra longe.
Ele desistiu do amor. Ela também.
Ele ligou pra ela. Ela escreveu pra ele.
Ele desistiu dela. Ela quis esquecer ele.
Mas, agora ela sabia, e ele também,
Love is a losing game...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tempestade




A gota d'água que cai da chuva de lágrimas de amor
deixa rastros nas janelas dos corações por onde passa